Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Mafalda Amadeu, aluna do 12º C (E.S. Alcaides de Faria), sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

 
 
 
 
A Rapariga que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Editor:Editorial Presença
Coleção: Grandes Narrativas
Edição: 1.ª / 2008
N.º de páginas:  468
Género: Romance 
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    Odiei as palavras e amei-as, e espero tê-las apreendido corretamente. 
    Lembro-me de visitar a Livraria Lello e observar todos aqueles livros naquelas grandes estantes de madeira. Tinha tantos livros por onde escolher, que acabei por optar por comprar um clássico: “A Rapariga que Roubava Livros” de Markus Zusak. 
    Sempre pensei que esse livro não devia ser tão bom como diziam, no entanto, descobri que estava enganada, pois é ainda melhor do que eu imaginava. 
    A história é contada através do ponto de vista da Morte, que nos fala sobre a vida de Liesel Meminger, uma menina de nove anos que vive com os pais adotivos na Alemanha Nazi durante a 2ª Guerra Mundial. Liesel rouba o seu primeiro livro após a morte do seu irmão, no funeral do mesmo. Desenvolve uma relação próxima com Hans, o seu pai adotivo e um exímio intérprete de acordeão, que a ensina a ler e a escrever. Ao reconhecer o poder da escrita e da literatura, Liesel vai roubando mais livros ao longo da história, juntamente com o seu melhor amigo, Rudy. Irá ter muitos encontros com a Morte, que através do seu registo pouco sentimental, mas ao mesmo tempo humano e poético, nos vai fazer refletir sobre a beleza, o amor e a crueldade humana. Uma das passagens que mais me marcou neste livro foi a seguinte: 
    Um humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e eu possuo a interminável capacidade de estar no sítio certo na altura certa. Consequentemente, estou sempre a encontrar humanos no seu melhor e no seu pior. Vejo a sua fealdade e a sua beleza, e pergunto-me como pode a mesma coisa ser ambas. Ainda assim, eles têm uma coisa que eu invejo. Os humanos, quanto mais não seja, têm o bom senso de morrer.
    O que eu gostei mais neste livro foi o facto de o narrador da história ser a Morte, o que parece bastante mórbido, mas à medida que se vai lendo, percebe-se que afinal é uma personagem bastante carismática. Rapidamente se torna alguém que se acaba por respeitar e chega-se mesmo a um ponto em que se sente pena da mesma. 
    A Rapariga que Roubava Livros é um livro, de certo modo, perturbador e aparentemente nada sentimental, mas ao mesmo tempo, acaba por ser uma obra bastante poética. A sua melancolia e tragédia percorrem-nos ao longo da história. Nos primeiros capítulos, a Morte refere diversas vezes as cores, e este livro faz-nos lembrar um filme a preto-e-branco, sem as cores da vida.
    Recomendo vivamente este livro a toda a gente, de todas as idades, pois acredito ser um livro que pode mudar vidas, porque nos faz ter esperança, algo que acredito ser necessário e importante no mundo em que vivemos hoje. 
    É um dos meus livros preferidos e como tal posso afirmar que “Li, gostei e recomendo!”
 [O livro faz parte do acervo da biblioteca escolar da ESAF]
Boa leitura!

[atualizado a 11.jun.2026]

O que nos diz Caixia Zhu, aluna do 10.º ano, na nossa escola, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

 
Título: O Prestígio
Autor: Christopher Priest
Editor: Saída de Emergência
N.º de pág.: 314
Ano de publicação: 2008
Categoria: Ficção / Fantástico
 
 
"Christopher Priest, autor do livro "O Prestígio", relata o surgimento de uma nova arte nos finais do século XIX, o mundo da magia e da ilusão. Alfred Borden e Rupert Angier são dois jovens mágicos que se odeiam mutuamente, pois ambos fazem truques que os tornam tão bem sucedidos neste mundo da prestidigitação e do mistério. Os dois ilusionistas sentem interesse nos segredos que um e outro escondem do mundo e, esta curiosidade leva Borden à procura de inúmeras formas de desvendar os segredos de Angier e, por sua vez, Angier experimenta várias sabotagens como tentativas de arruinar a carreira de Borden. Esta rivalidade estende-se até às gerações futuras até que, Kate Angier, bisneta de Rupert Angier, assiste à morte de Andrew Borden, bisneto de Alfred Borden, numa máquina de magia cujo sistema envolve a perigosa eletricidade. Anos mais tarde, Kate encontra Andrew.
O presente livro encontra-se sob a forma de páginas de diário dos dois ilusionistas, assim como dos dois bisnetos, permitindo-nos, assim, uma melhor compreensão dos pensamentos e segredos de ambas as famílias.
Este livro é adequado para leitores de todas as idades e de todos os gostos mas, principalmente para os amantes da magia, do mistério e do conflito e para aqueles que adoraram a adaptação sob a forma de filme, pois irão usufruir muito mais os momentos desta história magnífica, viajando entre as palavras, criando as suas próprias imagens e imaginando-se a participar nesta rivalidade entre mágicos." [originalmente postado no blogue da BESAF em fev.2012]
Um livro disponível na biblioteca.