Evocação da Declaração Universal dos Direitos Humanos

08-12-2016 19:31

Urgentemente - evocar os Direitos Humanos

 
É urgente o amor
É urgente um barco no mar
 
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
 
(…) _ Eugénio de Andrade
Ontem, no âmbito da "Semana dos Direitos", organizada pela Biblioteca da E S Alcaides de Faria - Barcelos, no quadro das iniciativas concelhias sobre o tema, assinalamos a importância dos direitos e dos deveres de cidadania e do papel da Declaração Universal dos Direitos Humanos na construção de um mundo mais cívico e que tenda para a consecução da dignidade humana.
A sessão de sensibilização iniciou-se no espaço da biblioteca escolar, de onde partiram muitos alunos, com balões multicoloridos e com eles as inscrições de cada um dos artigos da D.U.D.H., e desenvolveu-se em espaço aberto, dentro do perímetro da escola. Ali, num dos nossos espaços verdes, falamos do que está em causa quando a causa são os direitos humanos, de como importa conhecer cada um dos direitos que nos assistem como cidadãos e de como, no mesmo repto, importa saber dos nossos deveres perante os outros, a sociedade.
Sob o signo – educar para a cidadania defendendo causas – a evocação dos direitos humanos foi também um momento para lembrar que, no próximo sábado, 10/12, se assinalam 68 anos da aprovação, pelas Nações Unidas, da D.U.D.H. ; lembrar que o que está inscrito naquela declaração é de suma importância para a o destino da Humanidade. Defender ou ignorar os direitos de todos e de cada um - eis a linha de demarcação entre uma sociedade que pugna pela dignidade humana ou aquela que tende para a barbárie.
A aposta na literacia cívica, como noutras tão essenciais aos pilares da cidadania democrática, é um desafio da escola, ao qual a biblioteca da ESAF não deixa de responder, mobilizando alunos para iniciativas como aquela que ontem levamos a cabo.
Assim aconteceu pelas vozes melodiosas das alunas Beatriz Rainha (que interpretou - What a Wonderful World (de Louis Armstrong) e Alexandra Dias que musicou (ao piano) e cantou o belíssimo poema de Eugénio de Andrade –Urgentemente; magnificamente acompanhadas pelos alunos António Ressureição e Pedro Dias (guitarras). 
Mas também a poesia dita (e bem dita), para além dos balões que subiram ao céu, teve o seu momento, com a leitura (pelo aluno Pedro Dias) do poema Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya (de Jorge de Sena).
[Uma nota de agradecimento, desde logo para estes alunos que se prepararam a preceito para a iniciativa, aos demais que nela marcaram cívica presença, aos professores e assistentes operacionais que connosco colaboraram, ao Clube de Música do Agrupamento e, já agora, a todos quantos acreditam que a escola partindo dela (a sala de aula) vai sempre além da sala de aula... se queremos formar cidadãos para o mundo.]

 

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